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domingo, 11 de setembro de 2011

A madrugada e a frase

Já é madrugada e procuro por uma ultima centelha, uma luz para ir dormir com algo que importe. Escuto música, ouço um conto de ficção que me atrai a atenção, mas fico me perguntando o que realmente procuro. Logo descubro que quero algo transcendental, como uma frase que fica eternizada nos trabalhos medíocres de faculdades por todo mundo, mas talvez alguém no interior de um país africano vai ouvir a frase e começar uma mudança em sua comunidade, e ai sim a frase vai se tornar relevante. Será que alguém vai se arrepiar ao dize-la para sua namorada? Ou quem sabe vai usá-la no começo de uma grande palestra? Penso, penso e a frase não surge. Agora já me sinto medíocre por não entender que talvez ela não exista. Me resta o sono de mais um dia sem propósito real, propósito esse que pode ser uma frase, ou em escrever sobre a frase ideal. Me pergunto se não exagerei, talvez esse momento seja espontâneo. Ninguém fabrica uma frase, ela surge.

Mas por que? Por que tantos pensadores só são conhecidos por suas frases? Será que aprendemos a extrair o supra sumo dos intelectuais? Uma frase é o máximo que as pessoas conseguem ler? É assustador pensar na frase como uma cápsula, uma pílula do conhecimento do pensador. Pronto! Já posso dormir. Encontrei a frase, que duvido ser transcendental, mas certamente vai ser um bom final para meu texto e para poder encerrar minha madrugada de angustia.

“As frases dos grandes pensadores é um comprimido, que pode ser remédio ou um veneno para quem as lê, ou simplesmente um placebo feito de farinha.”

Denison F. Vieira

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