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domingo, 7 de agosto de 2011

O acaso, a música e o orgasmo no final

Era noite, mas não fazia muito tempo que a Tarde havia se despedido, um ultimo soprar de ar quente ainda passava. Quando de repente ouvi... Foi incrível! Estava me preparando para tomar banho, continuei me deliciando com a música. Andava agora, como quem desliza pelo gelo. Entrei de baixo do chuveiro e o som agradável que vinha do vizinho se misturou com o da água. Logo tive uma ideia e o banho foi apressado, sai meio molhado e encontrei o que usaria para não perder essa raridade, peguei uma caneta e comecei a copiar as letras das músicas em um pedaço de papel rasgado.

Lembro-me muito bem da palavra merthiolate, a qual me surpreendeu, sempre à associei com dor, lógico, uma lembrança de infância que logo era quebrada, tamanho o prazer de encontrar um novo artista de maneira tão incomum. Não imaginei que aquele dia em um apartamento de um amigo, Fortaleza fosse me dar de presente Marcela Biasi. A primeira coisa que fiz em casa foi procurar as frases na internet. Arrastando Maravilhas, Me Basta, Depois te Conto e, claro, merthiolate não saíram mais do meu MP4. Certamente tem outras cantoras que gosto tanto quanto, mas com esse enredo ao conhecer, não. Queria que o acaso me surpreendesse mais.

Tantos outros cantores que tenho vontade de saber como conheci, mas não me lembro mais. Alguns foram indicações de amigos (os melhores) outros a internet e o radio (por incrível que pareça). Gosto de recomendar a quem conheço o que há de bom na cultura, acredito que assim ficamos vivos na memória das pessoas que gostamos.

Corram desesperadamente atrás de Armandinho, Engenheiros do Hawaii, Teatro Mágico, Jessie Quirino, Legião Urbana, Cazuza, U2 e Coldplay, que por sinal um dos meus melhores amigos me indicou e posso dizer que é minha banda favorita. Acho que gostar de Coldplay não tem muito haver com letras, quando conheci não entendia nada de inglês, hoje que entendo um pouco melhor, acredito ter feito uma boa escolha.

Legião Urbana talvez seja a banda que me acompanha há mais tempo. As lágrimas dessem em músicas como Giz, Dezesseis e Metal Contra as Nuvens, ás vezes por recordar meus tempos de moleque no Rio ouvindo o trecho “...desenho o sol que a chuva apagou” ou por imaginar a genialidade do compositor e entender, nem que seja por segundos, a dor de quem se diz ser “Viciado no Sopro do Dragão” e ainda tem a morte de João Roberto que ainda me comove. Lembro-me de pedir a meus primos a música Perfeição (Legião Urbana) e sem entender a letra já gostava, de uma maneira que não sei explicar.

Só consigo lembrar de um momento tão espiritual quanto à música, o orgasmo, mas esse fica para outro texto, que talvez seja proibido para menores.



Denison F. Vieira Editor do Informe gerAção

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